Pantoja analisa Ruffy x Arman e aponta wrestling como caminho para o armênio

O confronto entre Maurício Ruffy e Arman Tsarukyan promete colocar frente a frente dois estilos bastante distintos e, para Alexandre Pantoja, o duelo será um dos grandes testes da carreira do brasileiro. O campeão peso-mosca do UFC analisou o embate e apontou o wrestling como uma das principais armas que podem fazer a diferença para o armênio.

Pantoja destacou inicialmente o potencial de Ruffy na trocação, ressaltando a velocidade e o poder de nocaute do brasileiro. Para o campeão, entretanto, existe uma diferença considerável quando o adversário é Tsarukyan.

“Se ele quer ser campeão mundial, precisa passar pelo Arman. O Arman corre atrás desse cinturão há muito tempo e nunca desistiu. É um lutador muito forte”, avaliou Pantoja.

Na visão do brasileiro, a atuação de Ruffy contra Benoît Saint Denis também pode ter servido como material importante para o próximo adversário. Pantoja acredita que Tsarukyan terá identificado no combate possíveis caminhos para explorar.

“Se o Arman assistiu àquele combate, com certeza já montou um plano de jogo na cabeça. E o melhor caminho para ele é usar o wrestling”, afirmou.

Pantoja reconhece que Ruffy possui recursos capazes de mudar uma luta em poucos segundos. “O Ruffy tem as mãos muito boas. É rápido, machuca na trocação e pode derrubar alguém com um golpe só”, destacou.

Ainda assim, o campeão vê Tsarukyan em outro patamar quando o assunto é luta agarrada.

“Existe uma diferença enorme entre Michael Chandler e Arman Tsarukyan. No wrestling e no grappling, o Arman está em outro nível. Seria um teste muito interessante para o Ruffy”, analisou.

Ruffy, Tsarukyan e o campeão Justin Gaethje

Questionado sobre quem poderia representar maior ameaça ao atual campeão dos leves, Justin Gaethje, Pantoja demonstrou grande expectativa por um possível confronto entre o americano e Tsarukyan.

“O Arman é muito bom, muito intenso. Quero muito ver Arman x Gaethje. É uma daquelas lutas que todo mundo para para assistir”, afirmou.

Pantoja também fez questão de destacar a trajetória de Tsarukyan na divisão. Segundo ele, o armênio merece uma nova oportunidade pelo cinturão justamente pela sequência de desafios que aceitou ao longo da carreira.

“Ele treina demais e, para mim, merece lutar pelo cinturão. Está atrás dessa chance há muito tempo, enfrenta qualquer um e nunca corre de desafio”, disse.

Sobre Gaethje, o brasileiro foi enfático ao relembrar a vitória do americano na luta realizada na Casa Branca. Pantoja estava presente no histórico evento e descreveu a experiência como algo cinematográfico.

“Eu estava lá vendo a luta na Casa Branca, e aquilo parecia filme. Você assiste aos 25 minutos e fica de boca aberta”, contou.

O campeão peso-mosca também admitiu que não esperava que Gaethje superasse Ilia Topuria e se mostrou impressionado com a atuação do compatriota.

“Como fã, adoro o jeito que ele luta e a confiança que ele tem. Mas vou ser sincero: eu não achava que ele tivesse chance contra o Ilia.”

Ao final, Pantoja resumiu o significado daquele momento para o lutador americano e para o país.

“Você vê um cara do seu país chegar à Casa Branca, ser o último americano a conquistar um cinturão e levar o título para casa. Foi especial demais.”

O duelo entre Maurício Ruffy e Arman Tsarukyan ganha, assim, ainda mais expectativa: de um lado, a velocidade, a precisão e o poder de nocaute do brasileiro; do outro, um dos wrestlers mais completos da divisão. Para Pantoja, justamente esse choque de estilos pode transformar a luta em um dos grandes testes da carreira de Ruffy.

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