Uma revisão sistemática publicada no International Journal of Behavioral Nutrition and Physical Activity, em 2024, analisou 247 estudos e revelou que a prática de atividade física está consistentemente associada à melhora da saúde mental. O hábito favorece a autoestima e o bem-estar, além de auxiliar na redução de sintomas de ansiedade e depressão. Neste mês de conscientização sobre a prevenção ao suicídio e valorização da vida, o Setembro Amarelo reforça a importância do autocuidado em todas as suas dimensões.
Entre as modalidades que promovem o bem-estar físico, cognitivo e social, o tênis se destaca como uma excelente opção. “Por ser um esporte dinâmico, exige que o cérebro processe novas informações continuamente, estimulando a concentração, a tomada rápida de decisões, a coordenação motora, o foco e a memória, além de trabalhar habilidades como liderança e espírito de equipe”, explica Arthur Neves, médico e franqueado da Fast Tennis, rede de franquias de academias de tênis.
Mente sã, corpo são
Ainda, segundo o especialista, manter a mente ativa com atividades descontraídas e que favoreçam a criação de vínculos é fundamental em uma rotina de autocuidado. “O ser humano é naturalmente sociável. Estar em um ambiente com pessoas que compartilham interesses em comum melhora a perspectiva de vida, fortalece a autoestima, estimula o crescimento pessoal, aumenta a motivação para cuidar de si e ainda cria uma rede de apoio. Jogar tênis não é apenas praticar um esporte, é uma forma de cuidar da saúde com lazer, estimulando as emoções, disciplina, confiança e o desejo de evoluir”, destaca.
Além dos ganhos emocionais e sociais, a movimentação constante eleva os níveis de energia para as tarefas diárias e potencializa a sensação de bem-estar. No tênis, esses efeitos estão diretamente ligados à liberação de substâncias essenciais para o organismo, como a endorfina, conhecida como o “hormônio da felicidade”, que atua no alívio da tensão e no relaxamento após as partidas.
“No campo neurológico, o impacto do tênis para manter a saúde mental ativa é profundo. O cérebro opera em capacidade máxima para processar a trajetória da bola, ajustar o tempo de reação, manter o equilíbrio e desenhar táticas em frações de segundo. Essa atividade cerebral estimula a liberação de neurotransmissores, como noradrenalina e dopamina, associados à sensação de energia, animação e prazer. Por isso, muitos praticantes relatam melhora do humor e da concentração após as partidas”, conclui o especialista.
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