Todos os anos surgem novos eventos de MMA, Muay Thai, boxe, kickboxing e outras modalidades de combate no Brasil. Muitos estreiam com boa estrutura, arenas cheias e cards atrativos, mas acabam encerrando suas atividades antes mesmo de alcançar a décima edição.
Segundo especialistas do setor, o principal desafio não está dentro do cage ou do ringue, mas na gestão do evento. Custos elevados, dependência de patrocinadores e falta de planejamento financeiro costumam comprometer a continuidade das competições.
Além da montagem do card, o organizador precisa administrar despesas com estrutura, equipe técnica, arbitragem, segurança, atendimento médico, divulgação e logística. Para garantir sustentabilidade, é fundamental diversificar as fontes de receita por meio da venda de ingressos, patrocínios, ações comerciais e transmissões por pay-per-view.
Ferramentas como a Autenticket, voltada à gestão e comercialização de ingressos, e o Acesso ao Show, plataforma para venda de transmissões online, auxiliam os organizadores a ampliar receitas, acompanhar indicadores de vendas e oferecer resultados mais consistentes aos patrocinadores.
Outro fator apontado como decisivo é o planejamento de longo prazo. Definir o calendário com antecedência, controlar custos, investir na comunicação e manter relacionamento constante com atletas, equipes, patrocinadores e público são medidas que aumentam as chances de um evento se consolidar.
Mais do que realizar uma grande estreia, a permanência no calendário depende da capacidade de transformar o espetáculo em um modelo de negócio sustentável. É essa gestão profissional que permite aos eventos crescerem e construírem uma trajetória sólida nas artes marciais.
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