CURITIBA, PR – O que começou há duas décadas como uma semente plantada na Região Metropolitana de Curitiba consolidou-se como um dos projetos sociais mais impactantes do Paraná através do esporte. O Instituto Bom Kombat, fundado e coordenado pelo professor e faixa-preta Alexsandro Costa “Mangue Boy”, celebra em 2026 a marca histórica de 20 anos de atuação, transformando a realidade de jovens e promovendo a inclusão por meio das artes marciais.
Nascido em Recife, criado no Rio de Janeiro e com uma passagem de quatro anos pela Alemanha, Mangue Boy escolheu Curitiba para fixar raízes em 2006. Para fazer o projeto prosperar, o professor tomou a decisão de abdicar das aulas em equipes comerciais tradicionais para se dedicar integralmente ao terceiro setor. O nome da instituição carrega forte simbolismo, inspirado na célebre passagem bíblica do Apóstolo Paulo: “Combati o bom combate, completei a carreira e mantive a fé”.
“Para mim, o caminho quem faz é Deus. O homem faz planos, mas a direção vem Dele. O Instituto Kombat Combate sempre foi guiado por esse propósito de servir a quem mais precisa”, afirma Alex Costa.
Após uma bem-sucedida primeira fase no bairro Roça Grande, em Colombo, o instituto vive hoje sua segunda fase, com sede no Parque São Lourenço (Anita Garibaldi), em Curitiba, além de um braço de expansão na Rua da Cidadania do Boa Vista (reunião com o Santa Cândida), fruto de uma parceria direta com a Prefeitura Municipal.
Atualmente, mais de 100 famílias são assistidas gratuitamente. O projeto atende crianças e adolescentes dos 5 aos 17 anos (com suporte estendido até os 18), oferecendo uma estrutura 100% gratuita que inclui:
Quimonos, calções, camisetas e protetores bucais;
Alimentação diária nos treinos e distribuição de cestas básicas para as famílias;
Atendimento e suporte terapêutico especializado com psicólogo.
Um dos grandes diferenciais da atual fase do instituto é o expressivo sucesso e acolhimento de crianças com TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade) e TEA (Transtorno do Espectro Autista) em diferentes níveis de suporte. O feedback das mães e o desenvolvimento cognitivo e social dos alunos têm sido apontados como as maiores conquistas da equipe.
A seriedade do trabalho não se reflete apenas nos benefícios sociais, mas também no desempenho esportivo. O projeto já colhe frutos internacionais de relevância, como o caso do atleta Felipe Oféu, que ingressou no projeto social aos 9 anos de idade e, recentemente, levou o nome do instituto para os tatames internacionais ao competir no México.
O reconhecimento público dessa trajetória veio carimbado pelo principal veículo de artes marciais do estado. Em votação popular promovida pela Revista Primeiro Round, o Instituto Bom Kombat foi o grande vencedor do prêmio “Melhores do Ano” na categoria Projeto Social.
Com os olhos voltados para o futuro, Mangue Boy e sua equipe de voluntários seguem estudando, se capacitando e expandindo os atendimentos. Para os próximos meses, o instituto planeja novos passos para ampliar sua capacidade de atendimento na capital, mantendo viva a chama que começou há 20 anos. Acesse o website clicando aqui
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