Amanda Nunes, a maior atleta feminina da história do MMA, está de volta ao octógono. Após se aposentar em junho de 2023 como campeã simultânea dos pesos-galo e pena — status que a consolidou como uma lenda viva do esporte — a brasileira anunciou seu retorno ao UFC para enfrentar ninguém menos que Kayla Harrison, atual campeã peso-galo, em um dos confrontos mais aguardados do início de 2026.
O duelo está marcado para o dia 24 de janeiro de 2026, na T-Mobile Arena, em Las Vegas (EUA), na edição do UFC 324, que também marca a estreia do UFC no serviço de streaming Paramount+ em uma nova era para a organização.
Amanda, de 37 anos, retorna ao MMA após mais de dois anos fora dos octógonos. Com um cartel impressionante de 23 vitórias e cinco derrotas, ela não apenas redefiniu o padrão de dominância no MMA feminino, mas também deixou um legado invejável ao derrotar nomes como Ronda Rousey, Cris Cyborg e Valentina Shevchenko ao longo da carreira.
Do outro lado está Kayla Harrison, bicampeã olímpica de judô e atual campeã peso-galo do UFC, que vem se consolidando como uma das mais dominantes e versáteis atletas da divisão desde sua transição ao MMA. A norte-americana ostenta um cartel repleto de vitórias por finalização e tem surpreendido ao impor seu jogo de alto nível desde sua estreia na organização.
A imagem que acompanha esta publicação foi registrada por nós em 2009, em Curitiba (PR), na quarta luta da carreira de Amanda Nunes — muito antes de sua chegada ao UFC. Um registro histórico de um início que já mostrava o tamanho de seu potencial.
A luta, posicionada como co-luta principal da noite, tem um enorme significado: é o encontro entre duas gerações do esporte — a “Leoa” que moldou e elevou o MMA feminino ao mais alto nível, e a campeão que representa a nova safra de talentos, com bases de elite no grappling e ambições de permanecer no topo por muitos anos.
Além do peso simbólico, o confronto também promete ser um dos grandes testes no plano técnico: Amanda retorna com seu estriking poderoso e experiência tática, enquanto Kayla traz seu judo dominante e controle de grappling como arma principal. Há ainda discussões entre fãs e comentaristas sobre como a brasileira lidará com a corte de peso para 61,2 kg, um desafio apontado por alguns observadores do esporte.
Independentemente do resultado, esse combate já é visto como um dos grandes momentos do MMA em 2026 — um espetáculo que promete não só decidir um novo (ou reafirmado) campeão, mas também celebrar a trajetória de uma das maiores atletas que o esporte já viu.
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