Alexandre Pantoja transforma lesão em combustível para revanche contra Joshua Van: “Quero ser o melhor lutador do mundo”

Alexandre Pantoja não precisou de meses para superar a derrota que interrompeu sua trajetória como campeão do peso-mosca do UFC. Segundo o próprio brasileiro, foram necessários apenas 20 minutos, depois que seu braço voltou ao lugar, para começar a pensar na recuperação e em uma nova oportunidade de conquistar o cinturão.

Acho que demorou uns 20 minutos, depois que meu braço voltou para o lugar. Eu lembro de tudo”, revelou Pantoja.

O momento, que poderia ter representado um dos capítulos mais difíceis de sua carreira, ganhou outro significado para o lutador. Ao deixar o octógono, Pantoja viu os filhos chorando e tentou tranquilizá-los.

Para o brasileiro, a derrota acabou se transformando em combustível.

Hoje, vejo tudo aquilo como um presente de Deus. Ele me permitiu perder daquela forma para eu poder voltar, ter outra chance e buscar o cinturão de novo.

Agora, Pantoja chega para a revanche contra Joshua Van com uma mentalidade diferente. Mais experiente, cercado por uma equipe maior e com uma rotina que, segundo ele, permite aproveitar melhor tanto a carreira quanto a vida pessoal.

Acho que estou vivendo a minha melhor versão.

Uma nova versão do campeão

O brasileiro também destacou a evolução fora do octógono. Alimentação, sono, equipe e, principalmente, a relação com a família passaram a fazer parte de uma preparação mais completa.

Também aprendi a curtir mais quem está ao meu lado: minha família, meus parceiros de treino, meus treinadores, meus amigos, todo mundo que me apoia.

Pantoja afirma que, no passado, concentrava praticamente toda a atenção na construção da carreira. Hoje, consegue equilibrar melhor a busca pela excelência esportiva com a vida fora dos treinos.

Antes, eu só olhava para a frente, pensando em construir a minha carreira. Não parava para curtir o que estava acontecendo ao meu redor. Hoje, com mais estabilidade e estando nesta posição, consigo aproveitar muito mais a vida.

A mudança também aparece dentro da academia. Mesmo tendo conquistado o cinturão e acumulado grandes vitórias, Pantoja reforça que o status de campeão não muda a rotina de treinamento.

Você vira campeão no dia da luta. Mas, depois daquele dia, precisa continuar trabalhando muito se quiser viver aquele momento de novo.

“Quero enfrentar os melhores do mundo”

Pantoja também falou sobre a competitividade do peso-mosca e citou nomes que considera importantes para o futuro da divisão, como Manel Kape e Kyoji Horiguchi.

Para o brasileiro, enfrentar diferentes estilos é parte fundamental de sua evolução.

Quero me colocar à prova contra todo tipo de lutador. Quero ver até onde posso chegar. No fim das contas, quero ser o melhor lutador do mundo.

A declaração resume a ambição de Pantoja para a sequência da carreira. Mesmo diante da possibilidade de novos adversários, o foco imediato permanece totalmente direcionado à revanche.

Rivalidade com Van não tira o respeito

O clima entre Pantoja e Joshua Van ganhou temperatura nas entrevistas que antecederam a revanche. O brasileiro chegou a chamar o adversário de “garoto”, mas deixou claro que não pretende transformar a rivalidade em algo pessoal.

Sou um cara respeitoso. É só ver quantas vezes falei bem dele nessas entrevistas. Esse é o meu jeito. Não quero bancar uma pessoa que não sou nem tentar imitar o McGregor.

Para Pantoja, a diferença de idade entre os dois torna o confronto ainda mais interessante.

O Joshua me dá essa liberdade. Posso ser quem eu sou de verdade.

Mais do que uma disputa de cinturão, o brasileiro enxerga a luta como uma oportunidade de colocar toda a sua trajetória à prova.

Não é só colocar todas as cartas na mesa. É lutar com toda a sua fé, com todo o coração, com tudo o que você tem. É muito maior do que uma luta.

“Isso aí é cinema”

A confiança do brasileiro também aparece quando fala sobre o tamanho da revanche. Pantoja acredita que o confronto pode colocar os dois lutadores em outro patamar dentro da categoria.

Uma luta entre mim e Van vai levar nós dois para outro nível. É isso que eu acho que vai acontecer.

E, ao falar sobre a importância do duelo, soltou uma das frases mais marcantes da entrevista:

“Isso aí é cinema, irmão.”

O cinturão como obsessão

Pantoja não esconde que recuperar o título é o principal objetivo. A situação agora é inversa à do primeiro encontro entre os dois.

Na outra luta, ele queria virar campeão e eu já estava com o cinturão. Agora é ele quem chega como campeão mundial, e sou eu que quero tomar esse cinturão de volta.

A motivação permanece a mesma.

Quase não consigo pensar em outra coisa além desse cinturão. É o que eu mais quero.

O brasileiro também pretende voltar a atuar com frequência depois da revanche. Para ele, quase um ano afastado do octógono representa tempo demais.

Ficar quase um ano sem lutar é demais para mim. É muito tempo. Quero voltar a lutar e continuar ativo.

Confiança máxima para a revanche

Questionado sobre seu palpite para a luta, Pantoja não hesitou.

Meu palpite? Eu ganho. Eu ganho.

O brasileiro, porém, reconhece o mérito do adversário caso a disputa chegue aos cinco rounds.

Se o Josh Van conseguir chegar até a decisão dos juízes, mérito dele. Eu respeito.

A promessa é de uma atuação agressiva, mas também de uma experiência diferente daquela vivida no primeiro confronto.

Agora também estou com mais controle sobre mim mesmo e só quero curtir o momento.

O objetivo está definido: voltar ao octógono, mostrar a evolução construída durante o período afastado e recuperar o cinturão do peso-mosca.

Estou pronto demais. E o melhor de tudo é que agora tenho a chance de voltar a ser campeão.

CONTATO:

Primeiro Round
jornalismo@primeiroround.com.br
marciovallefotos@gmail.com

Informações:

Anúncios
FAQ

© Todos os direitos reservados 2022/2023 – Marcio Valle ♦  Desenvolvido por Casa9 Marketing Digital e Design