Entre a superação e o alto rendimento, o Jiu-Jitsu sem kimono ganha um confronto de gerações no Turris Invitational

De um lado, um atleta que aprendeu ainda criança a transformar derrotas em combustível para seguir em frente. Do outro, um competidor que superou momentos difíceis para se consolidar entre os destaques de sua geração. João Freires e Kauã de Oliveira da Silva Ferreira levam histórias de persistência e conquistas para uma luta casada sem kimono no Turris Invitational, marcada para 14 de novembro, na Upper Arena, no Rio de Janeiro.

João começou no Jiu-Jitsu aos cinco anos, por recomendação médica, e precisou de cerca de um ano e meio de competições até conquistar seu primeiro título. Aos 15, deixou o Ceará rumo a São Paulo para buscar espaço no esporte profissional. A mudança trouxe dificuldades e críticas, mas também uma virada na carreira: poucos meses depois, conquistou o Campeonato Brasileiro da CBJJ. Em 2025, voltou a vencer a competição e, em 2026, alcançou o tricampeonato brasileiro na faixa-azul, além de conquistar o bronze em seu primeiro Mundial.

“Quando olho para trás, vejo que minha história nunca foi construída apenas pelas vitórias. As derrotas, as críticas e os momentos em que eu me senti inferior também fizeram parte da minha formação. O que mudou minha trajetória foi uma decisão que tomei ainda criança e que continuo tomando até hoje: continuar”, conta João.

Kauã, por sua vez, iniciou sua trajetória por volta dos 12 anos, em um projeto próximo de casa. Faixa-roxa de Jiu-Jitsu e faixa-preta de Luta Livre, ele trabalha com o professor Eduardo Honorato e chega ao confronto com credenciais expressivas: é o atual campeão brasileiro com kimono e tetracampeão do ADCC, maior competição sem kimono do planeta.

O caminho, porém, não foi linear. Depois de passar um ano sem conquistar títulos, Kauã chegou a pensar em parar, mas transformou a fase difícil em motivação para continuar evoluindo. Hoje, mantém uma rotina intensa de estudos e treinos, impulsionado também pelo sonho de dar uma casa para a mãe.

A primeira edição do Turris Invitational vai contar com lutas casadas com e sem quimono e disputas para as categorias Kids, juvenil, adulto e master. O card também contará com um GP No Gi com premiação em dinheiro reunindo atletas das categorias juvenil e adulto. O campeão receberá R$ 3 mil, o vice-campeão ficará com R$ 1,5 mil e o terceiro colocado levará R$ 500.

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