Duas trajetórias diferentes, construídas em estados distintos do Brasil, se encontram no palco do Turris Invitational. De um lado, Guilherme de Oliveira, que deixou Manaus ainda jovem para perseguir o sonho de viver do Jiu-Jitsu. Do outro, Fernando Henrique Mainardes, paranaense que encontrou no esporte uma forma de superar medos e rapidamente se apaixonou pelas competições. Os dois se enfrentam em uma luta casada de kimono, no dia 14 de novembro, na Upper Arena, no Rio de Janeiro.
Guilherme começou a treinar aos três anos, influenciado pelo padrasto, e transformou o esporte em estilo de vida. Aos 13, tomou uma decisão incomum para alguém da idade: deixou a família e passou a viver no alojamento de uma academia em Manaus, treinando três vezes por dia.
O investimento rendeu frutos. Aos 15 anos, conquistou o Brasileiro Kids e, posteriormente, foi campeão Brasileiro Juvenil e Sul-Americano, no peso e no absoluto. Também disputou ADCC Opens e Trials contra atletas mais graduados e chegou ao AIGA, onde foi vice-campeão da seletiva de São Paulo e eleito atleta destaque.
Hoje, aos 18 anos, Guilherme vive em Santa Catarina e segue dedicado integralmente ao esporte. Para ele, o Jiu-Jitsu foi muito além das medalhas. “Graças ao esporte, já tive a oportunidade de conhecer países como Portugal, França, Emirados Árabes e Tailândia. O Jiu-Jitsu já me levou para lugares que eu jamais imaginaria conhecer.”
Do outro lado, Fernando Henrique Mainardes começou no Jiu-Jitsu em 2022, por influência dos tios e com o objetivo de superar seus próprios medos. Representante da Chute Boxe Monstro, em Castro (PR), onde treina com o mestre Rui Krett, o atleta rapidamente encontrou nas competições uma nova paixão.
Fernando acumula títulos em diversas etapas do Campeonato Paranaense e recentemente conquistou o segundo lugar no Grand Slam de Abu Dhabi. Para enfrentar Guilherme, a preparação tem sido intensa: são três treinos de Jiu-Jitsu por dia e uma sessão de preparação física, de segunda a sábado. E o paranaense já sabe onde pretende buscar vantagem. “Tenho trabalhado bastante quedas para lutar contra ele. Sei que é um adversário muito duro e quero mostrar trabalho o suficiente para ganhar o prêmio de queda da noite.”
Mais do que uma luta, Fernando encara o confronto como uma oportunidade de medir seu nível contra um atleta de currículo expressivo.“Ele tendo todos esses títulos, acredito que é a minha chance de poder mostrar do que eu sou capaz. Não são muitos que têm o prazer de lutar com um faixa-roxa desse tão alto nível.”
O duelo entre Guilherme e Fernando também traduz uma das principais propostas do Turris Invitational: oferecer espaço e visibilidade aos atletas das faixas-coloridas e criar oportunidades para que novos nomes sejam apresentados ao público. “É importante não só para mim, mas para todos os faixas-coloridas da nossa geração, para nos dar mais visibilidade e uma chance de mostrar do que somos capazes”, destaca Fernando.
A primeira edição do Turris Invitational vai contar com lutas casadas com e sem quimono e disputas para as categorias Kids, juvenil, adulto e master. O card também contará com um GP No Gi com premiação em dinheiro reunindo atletas das categorias juvenil e adulto. O campeão receberá R$ 3 mil, o vice-campeão ficará com R$ 1,5 mil e o terceiro colocado levará R$ 500.
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