O ministro do Esporte, André Fufuca, se despediu da pasta nesta terça-feira (31), em cerimônia realizada na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. O evento reuniu secretários, gestores, servidores e colaboradores e foi marcado por emoção, reconhecimento e balanço das principais entregas da gestão.
Ao final de sua fala, Fufuca foi aplaudido de pé pelo auditório lotado e destacou o orgulho de encerrar a trajetória à frente do Ministério com a sensação de dever cumprido. “O menino que veio lá do interior do Maranhão tem o orgulho de sair de cabeça erguida do ministério, com a sensação de dever cumprido”, afirmou.
Antes do discurso, o ministro assistiu a um vídeo com depoimentos de atletas, dirigentes esportivos e familiares, que destacaram o impacto das políticas públicas implementadas ao longo da gestão. Também esteve presente na cerimônia Paulo Henrique Cordeiro, anunciado nesta terça-feira (31) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva como novo ministro do Esporte.
Entre as marcas da gestão de Fufuca está uma expansão histórica do Ministério do Esporte, com aumento significativo do orçamento e retomada de políticas públicas estruturantes. Segundo o ministro, o orçamento da pasta passou de R$ 650 milhões para R$ 3,2 bilhões em dois anos, o que possibilitou a ampliação de programas e investimentos em todo o país.
“Quando assumimos, não tinha projeto, não tinha obra, não tinha ação. E a gente foi degrau por degrau, superando cada dificuldade”, relembrou Fufuca.
Entre os principais resultados, destacam-se a retomada de obras paralisadas, a execução de mais de 2.900 obras em todo o Brasil e a entrega de mais de 1.090 equipamentos esportivos, incluindo as Arenas Brasil. A Lei de Incentivo ao Esporte também foi consolidada como política permanente, beneficiando cerca de 1 milhão de pessoas por ano. “O ministério que mais atendeu municípios na história do país foi o ministério de vocês”, disse o ministro, ao agradecer à equipe.
“Mais do que construir um legado no Ministério do Esporte, nós colocamos o esporte brasileiro em um novo patamar. Saímos de um ministério sem estrutura, sem projetos e sem políticas públicas consolidadas, para uma pasta forte, respeitada e presente em todos os municípios do país. Esse legado não é meu, é de cada servidor, de cada gestor e de cada pessoa que acreditou que o esporte pode transformar vidas”, disse.
Inclusão social e paradesporto ganham protagonismo
A gestão também avançou na inclusão social por meio do esporte, com ampliação de políticas voltadas às pessoas com deficiência e ao público em situação de vulnerabilidade.
Entre os destaques está o programa TEAtivo, voltado a pessoas com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), que se tornou referência internacional. “Se eu não tivesse feito nada que preste, o depoimento de uma mãe dizendo que voltou a jantar com o filho após o TEAtivo já valia tudo”, afirmou.
O ministro também falou sobre o programa Bolsa Atleta que foi reajustado após 14 anos e ampliado para novos públicos, como gestantes e puérperas. Mencionou também Iniciativas como Revelar Talentos e Excelência para a Vida que fortaleceram o acesso ao esporte de base e ao alto rendimento.
Fortalecimento institucional e novo patamar do esporte brasileiro
Fufuca também ressaltou avanços na gestão pública do esporte, com fortalecimento da governança, transparência e integridade, além da criação e regulamentação de políticas estratégicas.
A pasta avançou em mecanismos de controle e integridade esportiva, se consolidou como referência internacional e ampliou a realização de grandes eventos no país, incluindo a Copa do Mundo Feminina de 2027. “Hoje nós temos política pública de esporte. Estamos em um novo patamar”, afirmou.
O ministro também agradeceu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo apoio às iniciativas da pasta. “Se hoje a gente pode dizer que está em um novo patamar do esporte, é graças ao presidente Lula”, disse.
Legado reconhecido por gestores e servidores
Secretários e servidores do Ministério do Esporte destacaram o legado da gestão, com ênfase na valorização da equipe, na ampliação de investimentos e no impacto social das políticas públicas. Para o secretário nacional de Apostas Esportivas e Desenvolvimento Econômico do Esporte, Giovanni Rocco, a gestão foi marcada pela confiança. “O Fufuca transformou o Ministério. O que ele entregou foi uma relação de confiança para transformar o esporte.”
O secretário nacional de Paradesporto, Fábio Araújo, ressaltou o impacto histórico na inclusão. “Ele inicia um legado de ouro para o paradesporto brasileiro.” A presidente da Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD), Adriana Taboza, destacou o avanço na integridade esportiva. “O esporte está mais íntegro, mais ético. Esse é um dos principais legados.”
A secretária nacional de Excelência Esportiva, Iziane Marques, enfatizou o legado humano da gestão. “O maior legado é humano, de confiança e valorização das pessoas.”
Entre os servidores, o reconhecimento também foi destaque. A chefe da Assessoria Internacional, Wanja Campos da Nóbrega, ressaltou a projeção internacional do Brasil no esporte. “O Brasil se consolidou como referência internacional durante a gestão.” A coordenadora Lorena Martins Passos destacou o perfil do ministro. “Um líder acessível, respeitado e comprometido com o esporte.” Já o coordenador Brendon Sobral apontou a inovação na gestão. “Foram captados R$ 3 bilhões, com impacto direto na ponta, para atletas e famílias.”
Atletas destacam impacto da gestão e legado humano no esporte
Os depoimentos exibidos em vídeo durante a cerimônia reforçaram o alcance e o impacto da gestão de André Fufuca junto aos atletas brasileiros, especialmente no paradesporto, que ganhou protagonismo e reconhecimento ao longo dos últimos anos. Entre as falas, uma das mais emocionantes foi a da atleta paralímpica Verônica Hipólito, que destacou a mudança concreta na relação entre o Ministério e os esportistas.
Em seu relato, Verônica lembrou que, antes da atual gestão, havia pouca expectativa por parte dos atletas paralímpicos, frequentemente invisibilizados nas políticas públicas. Segundo ela, esse cenário mudou com a presença ativa do ministro, que passou a acompanhar de perto competições, ouvir demandas e se aproximar da realidade dos atletas.
“Fufuca, você trouxe esperança, trouxe esperança dentro do meu coração e do de muitas pessoas. Através do esporte, o senhor está mudando vidas”, disse Verônica emocionada.
A atleta ressaltou que Fufuca não apenas ampliou programas e investimentos, como também trouxe reconhecimento, escuta e valorização para o paradesporto. Ela citou o reajuste do Bolsa Atleta, a criação de iniciativas específicas e o impacto direto dessas ações na vida de milhares de pessoas com deficiência em todo o país.
Além de Verônica Hipólito, outros grandes nomes do esporte brasileiro também participaram da homenagem em vídeo, como Zico, Edmílson, ex-jogador da Seleção Brasileira e pentacampeão da Copa do Mundo de 2002, dirigentes e representantes de entidades esportivas. Todos destacaram, em suas mensagens, o reconhecimento e a gratidão pelo trabalho realizado por André Fufuca à frente do Ministério do Esporte e pelo legado deixado para o desenvolvimento do esporte no Brasil.
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