Em três anos, gestão Fufuca aumenta em mais de cinco vezes orçamento do Ministério do Esporte

O ministro do Esporte, André Fufuca, apresentou nesta quarta-feira (18), na Comissão do Esporte da Câmara dos Deputados, um balanço das principais ações realizadas ao longo de sua gestão, com destaque para a ampliação do orçamento da pasta, que passou de R$ 607,7 milhões em 2023 para R$ 3,19 bilhões em 2025, um crescimento superior a cinco vezes e previsão de R$ 2,46 bilhões em 2026.


Ao final de março, o ministro retorna ao mandato parlamentar após três anos à frente da pasta e deixa como legado a retomada de políticas públicas, a ampliação de investimentos e a consolidação de programas estruturantes em todo o país. “Volto de cabeça erguida, porque mantive a melhor das relações com todos os parlamentares. O esporte precisava voltar a ser prioridade. Com muito trabalho, o esporte voltou. Voltou nas comunidades, voltou às escolas”, afirmou o ministro na abertura da audiência.

Um dos principais marcos da gestão foi a consolidação da Lei de Incentivo ao Esporte em caráter permanente, por meio da Lei Complementar nº 222/2025. O mecanismo se consolidou como principal instrumento de financiamento do esporte no país.


Entre 2023 e 2025, foram apresentados mais de 18 mil projetos, com captação de R$ 3,61 bilhões. As iniciativas beneficiaram mais de 3 milhões de pessoas em mais de 10 mil núcleos esportivos.

“Considero que são um legado, independentemente de quem seja o ministro. Está aí a Lei Permanente de Incentivo”, destacou Fufuca.


O ministro também agradeceu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela oportunidade de comandar o Ministério do Esporte e destacou a confiança na continuidade das políticas públicas do setor. “Tenho gratidão ao presidente Lula pela oportunidade e saio com a convicção de que o esporte continuará avançando. Confio plenamente na escolha que será feita e na continuidade desse trabalho”, afirmou.

Arena Brasil amplia infraestrutura esportiva

 

O programa Arena Brasil também foi um dos principais eixos da gestão. Com investimento de R$ 850 milhões, mais de 700 arenas foram viabilizadas em todo o país, com foco em regiões de maior vulnerabilidade social.

Até o momento, 21 unidades foram entregues, com obras em andamento em mais de 500 municípios. Ao todo, mais de 1.093 obras esportivas foram concluídas, incluindo quadras, campos, ginásios e complexos esportivos. “Isso não seria possível sem o apoio maciço dos deputados e senadores desta Casa”, afirmou o ministro.
 

A política de expansão da infraestrutura esportiva também resultou na redução de obras paradas que eram mais de 500 em 2023 para mais de 2.900 em andamento em 2026.
 

TEAtivo se torna referência internacional

 

Voltado a crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista, o programa TEAtivo foi apresentado na Organização das Nações Unidas (ONU) como política de referência internacional.
 

Com 19 núcleos em funcionamento, a iniciativa atende cerca de 4 mil pessoas e já beneficiou mais de 4.200 famílias. O programa promove o desenvolvimento motor, a socialização e a inclusão por meio do esporte. “Se tudo tivesse dado errado no ministério, só o TEAtivo já valeria a pena”, disse o ministro.
 

Bolsa Atleta atinge maior investimento da história
 

O Bolsa Atleta alcançou, durante a gestão, o maior orçamento de sua história. O programa passou de R$ 120 milhões em 2023 para R$ 177 milhões em 2026.
 

Em 2025, foram mais de 10 mil atletas contemplados, com mais de 3,3 mil do esporte paralímpico e surdolímpico. Após 14 anos sem reajuste, todas as categorias tiveram aumento em 2024.
 

Os resultados refletem diretamente no desempenho esportivo internacional, com destaque para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Paris 2024, em que todas as medalhas foram conquistadas por atletas beneficiados pelo programa.
 

Universidade do Esporte conecta formação e carreira
 

Durante a apresentação, o ministro também destacou a criação da Universidade Federal do Esporte, com sede em Brasília e unidades em todas as regiões do país.
 

O projeto, já aprovado na Câmara dos Deputados, prevê cursos de graduação, pós-graduação e formação tecnológica em áreas como ciência do esporte, gestão esportiva, medicina e direito esportivo.
 

“Pensar o pós-carreira dos atletas é fundamental. A universidade vai dar suporte a todos que contribuem para o esporte”, afirmou.
 

Vencer pelo Esporte integra saúde e inclusão
 

Lançado em março de 2026, o programa Vencer pelo Esporte prevê a criação de 11 centros especializados em reabilitação e a capacitação de profissionais do Sistema Único de Saúde para o uso do esporte como ferramenta terapêutica.
 

A iniciativa é desenvolvida em parceria com os ministérios da Saúde e da Educação e amplia o acesso ao paradesporto.
 

Programas ampliam acesso e formação esportiva
 

A gestão também consolidou políticas voltadas à base e ao alto rendimento. O programa Revelar Talentos criou 45 núcleos e atende cerca de 1,5 mil jovens atletas. Já o Excelência para a Vida estruturou a primeira política nacional de transição de carreira para atletas.
 

No paradesporto, iniciativas como o Semear e o Paradesporto Brasil em Rede ampliaram o acesso ao esporte adaptado em diversas regiões do país.
 

Megaeventos e protagonismo internacional
 

O Brasil foi confirmado como sede da Copa do Mundo de Futebol Feminino de 2027, com estrutura de governança já implementada e legislação em tramitação no Congresso Nacional.
 

O país também ampliou sua presença internacional, com acordos de cooperação esportiva e participação em organismos globais, além de sediar eventos esportivos de grande porte.
 

Outro destaque foi o cuidado com a estrutura institucional do Ministério do Esporte foi fortalecida com a criação de políticas de integridade, gestão de riscos, dados abertos e transformação digital. Também foram implementados canais de transparência e mecanismos de controle.
 

Relação com o Congresso e atuação institucional
 

Ao longo da gestão, o ministério realizou mais de 4 mil atendimentos, participou de 63 audiências públicas e respondeu a 94 requerimentos parlamentares. Foram sancionadas 19 leis e monitoradas mais de 600 proposições legislativas. “Nosso gabinete não se esconde e não tem medo de tratar e responder quem nos procura”, afirmou o ministro.
 

Legado para o esporte brasileiro
 

Ao final da audiência, André Fufuca avaliou o período à frente da pasta e destacou o conjunto de entregas.

“Tenho a consciência tranquila de que fizemos tudo o que podíamos para melhorar o esporte do nosso país. Hoje, todos os programas funcionam, obras foram entregues, e o esporte que recebemos ficou para trás. O legado é de muito trabalho e de um esporte mais estruturado para o Brasil”, afirmou.
 

O ministro também ressaltou avanços estruturantes que permanecem como políticas de Estado, como a Lei de Incentivo ao Esporte Permanente e a Universidade do Esporte, e apontou a necessidade de atualização da legislação do futebol brasileiro como agenda futura.

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