Jiu-Jitsu vive boom histórico e pode transformar atletas em estrelas milionárias em 2026

O Jiu-Jitsu encerrou 2025 em um momento que muitos praticantes sonharam por décadas: crescimento sólido, visibilidade ampliada e um mercado cada vez mais profissional. Mas, segundo análise do jornalista Vitor Freitas, o avanço vai muito além dos tatames. Para ele, a principal tendência do ano não está apenas nos grandes eventos ou nas medalhas, mas na transformação cultural do esporte.

“O Jiu-Jitsu cresceu muito. O esporte em si começou a ser peça fundamental para desenvolvimento pessoal, para pessoas que querem encontrar sua melhor versão. O Jiu-Jitsu é uma ferramenta poderosa. A principal tendência é o esporte como qualidade de vida e desenvolvimento pessoal. O Jiu-Jitsu está alcançando a visibilidade que sempre mereceu, é magnífico”, afirmou o criador do VF Comunica, portal especializado em Jiu-Jitsu.

Entre os grandes marcos de 2025, um dos pontos mais relevantes foi a entrada definitiva do UFC BJJ no mercado, ampliando a exposição global da modalidade. “O investimento do UFC BJJ trouxe ainda mais visibilidade para o Jiu-Jitsu. Com os contratos exclusivos, o atleta que assina sabe quantas lutas vai fazer na temporada e, se souber trabalhar bem o marketing, vai continuar faturando mesmo sem lutar.”

A chegada da organização também impulsionou a concorrência e estimulou outras plataformas a ampliarem seus calendários, como Who’s Number One (WNO), ONE Championship e BJJ Stars, que passaram a realizar eventos com maior recorrência. Enquanto isso, a International Brazilian Jiu-Jitsu Federation (IBJJF) segue como principal federação mundial e mantém o status dos campeonatos tradicionais. “A IBJJF segue liderando o esporte como federação e impulsionando para que seja o esporte mais praticado do mundo”, destaca.

Um mar de oportunidades no modelo de negócios

Se antes o caminho era praticamente único, hoje o profissional pode escolher sua estratégia. “Como modelo de negócios, é possível escolher onde você quer competir hoje. Se você quer se tornar campeão mundial, você pode continuar lutando na IBJJF. Se quiser só fazer superlutas, pode assinar com grandes eventos como UFC BJJ, ONE e WNO.”

Vitor, que trabalho no mercado do Jiu-Jitsu há mais de uma década, define o momento como um “mar de oportunidades”, não apenas para atletas, mas também para investidores. “O nicho Jiu-Jitsu é gigante e hoje, por enquanto, ainda é muito barato investir tendo um retorno gigantesco que a comunidade proporciona.”

Empresas de fora do universo tradicional da luta já entenderam esse potencial. Um exemplo citado é a Seda College, escola de intercâmbio na Irlanda que investe fortemente em atletas e mídias do segmento. Apesar do crescimento acelerado, ainda há obstáculos. “O Jiu-Jitsu ainda é um esporte muito novo, tem margem para crescimento e melhorias. Em cinco anos vamos crescer em termos de indústria e vamos atrair ainda mais oportunidades para a comunidade.”

A previsão ousada para 2026

Se 2025 consolidou o crescimento, 2026 pode marcar uma ruptura histórica na carreira dos atletas. “Minha previsão pra 2026 é que alguns atletas não vão precisar mais serem professores e competidores ao mesmo tempo. Sendo campeão de uma grande organização como o UFC BJJ, por exemplo, o atleta pode chegar a faturar até 100 mil dólares”, disse Vitor, destacando ainda que a combinação entre premiação, exposição de marca e patrocínio pode mudar completamente o nível técnico da modalidade. “Muito atleta vai poder escolher somente lutar e isso vai ser algo gigante, vai aumentar ainda mais o nível”, concluiu.

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