Não é Vini Jr., Messi nem Mbappé: a 100 dias da Copa do Mundo de 2026, o jogador confirmado é a Inteligência Artificial

Começa a contagem regressiva para a abertura da Copa do Mundo mais extensa em termos geográficos. Antes que Carlo Ancelotti, Lionel Scaloni, Sebastián Beccacece e Néstor Lorenzo definam seus convocados, a tecnologia garante um papel de destaque na edição norte-americana. Graças ao aprofundamento da aliança estratégica entre a FIFA e a Globant, iniciada em 2021 e ampliada em novembro de 2025 para acelerar o desenvolvimento de plataformas digitais, serviços tecnológicos e um novo aplicativo móvel destinado a transformar a experiência dos torcedores em todo o mundo, a Copa dos Estados Unidos, México e Canadá será inovadora em todos os aspectos.

O futebol sempre foi emoção, momentos épicos e memória coletiva. Mas também foi atravessado pela controvérsia e pelos limites tecnológicos de cada época. Basta recuar à Copa do Mundo FIFA de 1966 e lembrar do polêmico gol de Geoff Hurst na final: a bola bateu na linha e saiu. Entrou ou não entrou? Sem tecnologia de apoio, a decisão ficou sujeita ao olho humano. Décadas depois, na Copa do Mundo FIFA de 2010, o chute de Frank Lampard contra a Alemanha cruzou claramente a linha do gol e não foi validado. Essa jogada acelerou a incorporação de sistemas automáticos de detecção, demonstrando que a tecnologia pode trazer justiça.

Também há os momentos que não foram polêmicos, mas sim lendários. Na Copa do Mundo FIFA de 1986, Diego Maradona marcou dois gols eternos contra a Inglaterra: a “Mão de Deus” e o “Gol do Século”. Com as ferramentas atuais baseadas em visão computacional e análise automatizada, a mão teria sido detectada em segundos. Mas o segundo gol — essa obra-prima individual — poderia hoje ser recriado com métricas em tempo real: velocidade, trajetórias, mapas de calor, reconstruções tridimensionais e experiências imersivas que permitam reviver cada drible de múltiplos ângulos personalizados. O mesmo ocorre com a final da Copa do Mundo FIFA de 1970: o gol coletivo do Brasil contra a Itália ou a histórica defesa de Gordon Banks diante de Pelé não seriam apenas melhor vistos em 2026; seriam experimentados de forma ampliada, interativa e contextualizada. Os torcedores teriam tido — em tempo real — as estatísticas de Pelé, Maradona, Valderrama ou Álex Aguinaga.

Esse é o cerne do novo acordo entre a FIFA e a Globant. Em 25 de novembro de 2025, ambas as organizações assinaram em Nova York a ampliação de sua colaboração após quatro anos de trabalho conjunto. A Globant continuará desenvolvendo um amplo catálogo de projetos dentro do ecossistema digital da FIFA, incluindo melhorias estruturais em suas plataformas e o lançamento de um novo aplicativo móvel que impulsionará a difusão e o engajamento em torneios-chave, com foco na Copa do Mundo FIFA 2026™. A empresa também será promotora regional na América do Norte e Europa da Copa do Mundo de 2026 e da Copa do Mundo Feminina FIFA 2027™, que será realizada no Brasil, além de participar das FIFAe Finals 2025 na Arábia Saudita e da Copa do Mundo Sub-20 de 2027 no Azerbaijão e Uzbequistão. Não se trata de um desembarque recente: no Catar 2022, a Globant esteve por trás do desenvolvimento da FIFA+, a plataforma digital que ampliou o acesso a conteúdos e estatísticas para milhões de usuários em todo o planeta.

“Estamos entusiasmados em reforçar nossa colaboração com a FIFA e em empreender juntos esta nova etapa de inovação no mundo do futebol”, afirmou Martín Migoya, cofundador e CEO da Globant. “A tecnologia pode amplificar o poder do esporte ao possibilitar conexões mais intensas, vivências mais enriquecedoras e experiências mais personalizadas para os torcedores de todo o mundo.” Na mesma linha, o secretário-geral da FIFA, Mattias Grafström, sustentou que o acordo reflete a visão compartilhada de redesenhar a maneira de viver o futebol na era digital sem perder sua emoção, seu senso de comunidade e sua dimensão global.

A Copa do Mundo FIFA de 2026 será a maior da história e, pela primeira vez, será disputada em três países: Canadá, México e Estados Unidos. Com 48 seleções, audiências multiplataforma e uma geração de torcedores nativos digitais, o desafio não é apenas organizar partidas, mas sim projetar experiências. A 100 dias do chute inicial, a grande certeza é que a Copa do Mundo de 2026 não será disputada unicamente em campo: também se disputará no terreno dos dados, da personalização e da inteligência artificial.

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