No dia 27 de julho de 2013, Jessica Andrade pisou pela primeira vez no Octógono do UFC para enfrentar Liz Carmouche, em Washington. Ela se tornou a primeira mulher brasileira a lutar no UFC e uma das primeiras mulheres a lutar na organização – a primeira luta feminina da história do UFC havia sido em fevereiro do mesmo ano, quando Carmouche enfrentou Ronda Rousey na Califórnia.
Doze anos depois, Jessica continua ativa no elenco do UFC. Ela é a atual No. 7 do peso-mosca feminino da organização e se prepara para mais um desafio no UFC 315, em maio. Nesses 12 anos, ela se consagrou campeã peso-palha do UFC (a primeira brasileira a conquistar o cinturão dessa divisão) e acumula alguns recordes entre as mulheres na organização: ela é a atleta com mais lutas (28), vitórias (17) e bônus de performance (11) no UFC, sendo 5 deles de ‘Luta da Noite’, também um recorde entre as mulheres.
252 mulheres já lutaram no UFC e muitas outras estão estreando e lutando várias vezes na organização.
O número de atletas femininas no UFC tem aumentado constantemente desde 2013, assim como o percentual de lutas que apresentam mulheres.
Menos de dois meses depois da estreia de Jessica, outra brasileira chegou ao UFC: Amanda Nunes. Em seus 10 anos no UFC, Nunes fez história e é considerada por muitos a melhor atleta feminina a passar pelo Octógono. A ‘Leoa’ foi a primeira lutadora brasileira a conquistar um cinturão no UFC, foi também a primeira mulher a conquistar cinturões de duas divisões diferentes na organização e a primeira, entre homens e mulheres, a defender os dois cinturões simultaneamente. Apesar de aposentada desde 2023, seus recordes no peso-galo (número de vitórias, vitórias pela via rápida e nocautes) seguem imbatíveis e nenhuma mulher conseguiu repetir seu feito de ser campeã em duas divisões diferentes no UFC.
Andrade e Nunes são exemplos da longevidade e protagonismo das mulheres brasileiras no UFC. Desde fevereiro de 2013, cerca de 250 lutadoras passaram pelo UFC e as brasileiras são cerca de 25% desse número. Atualmente, as brasileiras são 35% do elenco feminino ativo do UFC, a maior presença para qualquer nacionalidade. Desde 2019, mais da metade das lutas principais entre mulheres no UFC contaram com ao menos uma brasileira. Em 2021, por exemplo, todos os eventos do UFC liderados por uma luta feminina tiveram pelo menos uma brasileira na disputa.
Recordes do UFC que pertencem a mulheres
Finalização mais rápida em uma luta do UFC (era moderna): Ronda Rousey sobre Cat Zingano em 0:14
Maior duração média de luta: Joanna Jedrzejczyk, 18:37
Chutes conectados na perna da adversária (em uma única luta): Karol Rosa conectou 95 chutes na perna de Irene Aldana no UFC 296
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