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Segunda, 29 Janeiro 2018 00:00

O que podemos tirar das premiações que marcaram o mês de janeiro no MMA nacional?

Written by  Primeiro Round
O que podemos tirar das premiações que marcaram o mês de janeiro no MMA nacional? arquivo pessoal

Nos dias 20 e 27 de janeiro aconteceram, respectivamente, as duas principais premiações envolvendo o cenário de lutas do Brasil, o Prêmio Melhores do Ano da Primeiro Round e o Prêmio Osvaldo Paquetá. Elas visam, acima de tudo, a divulgação do esporte que mais cresce no mundo, dando notoriedade aos atletas e eventos que mais se destacaram no último ano no país.

O ponto alto da premiação que aconteceu no Hotel Mercure, em Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, no último sábado (27) foi quando Samir Nadaf, presidente do Mr. Cage, recebeu o prêmio de Melhor Evento Não Televisionado. Nadaf teve que conter as lágrimas e seu discurso foi bastante emocionante. A emoção do produtor do evento amazonense nos faz refletir que o Cenário de Lutas no Brasil está carente de pessoas como ele. Muitos querem parecer durão, o melhor, deixando a sensibilidade de lado. E o esporte carece disso. Carece de pessoas como Samir Nadaf, que vê a premiação com bons olhos:

“Se resume a uma palavra: Reconhecimento. O Prêmio Osvaldo Paquetá, sem dúvida alguma é a melhor maneira de ter um trabalho reconhecido. Acredite eu estou na estrada há 14 anos. Há 14 Anos que o MMA amazonense e o que é por causa do meu trabalho. Todos os lutadores amazonenses que estão lutando no UFC ou lutando internacionalmente passaram por meus eventos”.

O esporte também necessita de mais pessoas como Cristiano Marcello. Eleito pelo segundo ano consecutivo como Treinador do Ano no Oscar do MMA Nacional e também sua equipe, a CM System, eleita novamente como Equipe do Ano, Marcello mostra o quanto é importante ser midiático e acessível a mídia, o que muitos head-coaches pelo país ainda não aprenderam ser. O líder da melhor equipe do ano, segundo o Prêmio Osvaldo Paquetá comenta a respeito da premiação:

"Sensação de dever cumprido, eu acho que todo trabalho que você dedica no ano e ter o reconhecimento disso por duas bancadas, primeiro a que te coloca entre os cinco melhores e depois a do público, então você vê que as pessoas estão prestando atenção no seu trabalho, então eu fico muito feliz. Meu trabalho com técnico não começou na CM System, vem desde a época da Chute Boxe, enquanto eu ajudei Wanderlei, Shogun, Anderson, Ninja, a própria Chute Boxe tinha o melhor time do mundo na época, então o trabalho já vem de longe e é o reconhecimento disso tudo. Em relação a CM System é um trabalho em conjunto feito com todos os técnicos. Foram 56 lutas e apenas nove derrotas. Foram oito bônus da noite nos maiores eventos do mundo".

E o que falar de Ricardo Guimarães, o “Capitão América” que vem caindo no gosto do público. Tanto pelos jurados da Primeiro Round quanto no voto popular do Prêmio Osvaldo Paquetá, o atleta da Chute Boxe venceu com a Finalização do Ano de 2017. E fez questão de prestigiar ambas premiações. Guimarães compara esse momento em que vive em sua carreira como um sonho sendo realizado:

"Foi um sonho! Um sonho sendo realizado, chegar no Rio de Janeiro, entrar de terno quando chamaram meu nome. Saímos de Colombo para o Rio, uma galera que eu nem sabia quem era falando que eu já tinha vencido essa categoria no Paraná, e sem sombra de dúvidas, é isso que fica para o atleta, o reconhecimento. O ano mal começou e já estou de dieta e treinando muito. Estamos pra fechar a luta mais importante da minha carreira, mas ainda não posso falar onde é. Minha meta é lutar pelo menos, quatro a cinco lutas esse ano".

O announcer Luiz Morais, coroado no Melhores do Ano da Primeiro Round pelo segundo ano consecutivo, comenta a respeito da premiação regional e fala sobre a importância de iniciativas como essa:

"Sensação de dever cumprido e de felicidade, demonstra que tenho conseguido desempenhar bem o meu papel e claro, busco melhorar a cada evento, sempre estudando e buscando conselhos com outros profissionais da área para poder me desenvolver e apresentar sempre da melhor maneira os atletas ao público. Vejo o prêmio como um "Selo de Qualidade", todos os que participam são indicados pela performance apresentada seja como atleta, como announcer ou como promotor de eventos. O prêmio demonstra ao público que aquele participante ou vencedor está fazendo seu trabalho bem feito, ou ao menos, está fazendo melhor do que os demais que estão no ramo, todos sempre buscam fazer seu melhor, e o prêmio vem para coroar esse esforço, e mostrar a eventos de fora de que aquele ganhador está pronto para romper barreiras regionais e fazer um bom trabalho onde for".

Por fim, o presidente do Prêmio Osvaldo Paquetá, Cristiano Martins, comenta as suas considerações sobre o evento do dia 27 de janeiro em Nova Iguaçu:

"No início eu achei que teríamos dificuldade em fazer uma triagem do que aconteceu no Brasil por falta de eventos, não é novidade pra ninguém que o MMA Nacional passou em 2017 o seu momento mais crítico, depois eu percebi que mesmo em seu pior momento, muita coisa positiva aconteceu, muita coisa que mereceu reconhecimento e destaque, muita gente permaneceu trabalhando duro pelo esporte e isso é o que nos importa e é para reconhecer esse tipo de esforço que trabalhamos. O que mais me chamou atenção foi a representatividade que tivemos nessa edição, estiveram presentes na cerimônia pessoas vindas de 15 estados diferentes e todas saíram da cerimônia amarradonas, levando o troféu ou não. Em um momento de crise financeira e ética no Brasil, isso sem dúvida teve um peso grande".



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